Mas Joana, apesar de saber que era "assim mesmo", achou injusto uma pessoa não receber presentes só por ser pobre, porque o Natal é de todos, logo, todos devemos receber presentes. Ficou a pensar um pouco sobre o que haveria de fazer, até se lembrar que tinha espaço para mais convidados, e que talvez o seu pai não se importasse de receber mais alguém. Foi até à sala de estar e perguntou ao pai :
- Pai, não acho justo que o Manuel não receba presentes nem que tenha um Natal feliz. - disse.
- Ele não podia passar cá o Natal com a família? Nós temos muito espaço! - continuo ela.
- Joana, aprovo a tua opinião, mas se ele vier cá com a família vamos ter de lhes dar presentes, e onde os vamos arranjar tão em cima da hora? - disse o pai.
-Eu podia ir rapidamente à loja de prendas ao virar da esquina. - respondeu Joana.
- Muito bem. podes ir. - disse o pai.
- Mas tem cuidado.
Quando Joana voltou, vinha com muitos presentes e trazia consigo a família de Manuel. Todos receberam presentes e foi uma noite de muitos risos, alegria e sobretudo amizade e amor. Joana percebeu então que a Gertrudes não sabia tudo.Todos podiam ter um Natal feliz, ricos ou pobres.
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