A tal menina que vivia de frente ao mar, tinha cabelos castanhos,cor de mel que prendia com duas tranças.
Ela também tinha os seus olhos expressivos e brilhantes como duas azeitonas pretas, quando a menina pensou em subir a uma rocha que parecia uma baleia .
A menina tinha ouvido uma estranha voz que parecia dizer letras e formava palavras,mas de repente ela viu uma folha,e depois a tal folha que ela tinha visto, lhe perguntou se queria ir com ela,conhecer o céu .
-Sim gostava tanto-respondeu a menina toda contente-mas quem és tu-perguntou a menina.
-Eu sou a folha de papel da árvore dos versos,da floresta da poesia que há no céu-respondeu a folha,
A menina espantou-se ao perguntar á folha:
- No céu á uma árvore de versos ?
-Sim-disse a folha-estou muito triste ,pois distraí-me a olhar os versos escritos nas minhas irmãs, e desprendi-me da minha mãe sem ter um verso escrito em mim e sou uma folha muito elegante.
-Oh que pena -a menina respondeu-será que te posso escrever um verso para voltares outra vez ao céu diferente com um verso escrito?
-Sim -disse a folha ,sentada numa rocha,quase a chorar mas também a pensar-a rainha da floresta da poesia disseque na terra,se poderia confiar nas crianças.
-A rainha das florestas?-a menina voltou a perguntar.
-Sim,a rainha é uma figura muito importante pois ela não aparece a todos, só ás folhas de papel que tem uma missão a cumprir e ás crianças que acreditam nos sonhos. Ela é alta e loura,veste um vestido de seda branca e um manto bordado com cores do sol.Toda ela é luz.Quando me soltei da árvore a rainha chamou-me e deu-me uma missão-disse a folha á menina.A minha missão era vir á terra e encontrar os cinco guardiões das cinco palavras mágicas que comporiam o meu verso.Só assim posso voltar a reunir-me á minha família,tenho aqui o mapa que ele me deu. Será uma viajem longa .
-Vens comigo?
-Sim ,sim,sim!-respondeu a menina,estendeu logo a mão á folha de papel.
Nesse instante,soprou uma leve brisa como uma nuvem dourada e envolveu-as e a folha de papel,transformou-se num lindo barco branco de lista azul a folha e a menina,partiram de viajem,fazendo covas no mar em busca da ilha encantada que o mapa indicava.
Localizava-se a pequena ilha num mar muito sereno de cor turquesa e as duas,desembarcaram numa praia com palmeiras e coqueiros,com uma areia muito fina,branca como açúcar.
No topo de uma duna,se situava uma casa simples,com paredes brancas e janelas azuis.
Um menino se encontrava no pátio da casa ,esse menino,era um pequeno pescador de olhos profundos e corpo queimado pelo sol.Distraia-se brincando com búzios e conchinhas,e tinha ao seu lado redes de pesca,esticadas que brilhavam ao sol.
O menino fez um sorriso franco ao belos chegar respondeu:
-Olá-e disse-eu sou o Pedro e estava á vossa espera.
O Pedro quis mostrar á menina e á folha de papel a ilha que os esperava para a conhecerem, andaram de bicicleta,brincaram ás escondidas,cabra-cega,rolaram na areia,banharam-se no mar até ao pôr-do-sol.
Nesse instante,nas mãos do Pedro o pescador surgiu uma bilha azul de onde saíram,pequenas letras douradas alinhando-se na folha branca a palavra AMIZADE.
-Está na hora de partirem !-disse o Pedro-Não se esqueçam de mim,vou ser sempre vosso amigo sempre que precisarem!
E de repente envolveram-se na dita nuvem magica ,partiram pelo céu fora indo parar á aldeia dos brinquedos ,ao chegarem tinham visto um urso que parecia estar á sua espera e então o urso virou-se para elas as duas e disse:
-Ora viva-voltou a dizer o urso-sejam bem vindas á aldeia dos brinquedos.
A tal aldeia dos brinquedos era maravilhosa onde até circulava uma locomotiva de madeira e na sua estação vários bonequinhos de várias cores.
Era uma aldeia disciplinada havia paz e a ordem,até as flores,vaidosas e animadas conversavam risonhas,ajudando umas ás outras a arrumar as pétalas.No fim da avenida,elas encontraram uma casa pequena cor-de-rosa com uma cerca pintada de branco.As portas e janelas várias pedrinhas lilases brilhavam.A casa era das bonecas há porta principal esperava-os uma boneca alegre de trapos de cabelos cor de fogo e olhos verdes como esmeraldas.
-Olá sou a Vitória e estava á vossa espera -disse a boneca.
Então a Vitória foi passear pela a aldeia com a folha de papel e a menina
-A Vitória disse-aqui todos os brinquedos convivem em harmonia,os brinquedos mais jovens ajudam os brinquedos mais velhos ou mais antigos a cumprirem as suas tarefas diárias e a sabedoria de outros tempos,mas aqui ninguém se sente sozinho!
De tanto brincarem e andarem na roda gigante,comerem algodão doce.A Vitória pegou numa pequena bilha amarela entregou-a á folha de papel da bilha saíram pequenos cristais brilhantes que escreveram na folha de papel a palavra SOLIDARIEDADE.
A Vitória despediu-se e disse:
-Ajudem os outros que outros ajudar-vos-ão.
Caiu uma forte chuva de prata e caindo sobre a folha de papel e transformou-a num belíssimo papagaio de papel azul com pintas amarelas e uma cauda longa cheia de laços ás cores.A folha ria por causa do seu novo visual no papagaio a menina na sua garupa partiram,para outra etapa que o mapa indicava.
Subreboaram por mares e vastas florestas e foram aterrar num local que parecia uma cidade .Nesse local as pessoas adultas estavam agitadas ,gritavam,choravam,mas pareciam felizes ao mesmo tempo e cantavam e abraçavam-se em emoção.
Nessa aldeia ou nessa cidade havia um cheiro leve doce de primavera.Cheiro de flor de laranjeira misturado com Jasmim.
A menina pegou com força a mão da folha de papel e seguiram pelo meio da multidão que empunhavam bandeiras,e abriam os braços e sorriam de repente uma luz forte invadiu o largo onde se encontravam dessa claridade forte surgiu um cavaleiro montando num elegante cavalo branco.O cavaleiro sorridente levou a menina e a folha de papel a passear na cidade .Janelas e portas das casas abriam-se de par em par e a luz desenhava no rosto das pessoas um sorriso de liberdade.
Em todas as avenidas, o cenário repetia-se.
De seguida foram ter a um jardim onde os canteiros de flores alinhavam-se de forma geométrica fazendo desenhos vivos e coloridos.O cavaleiro parou e apeou-se junto a um canteiro de cravos vermelhos e de lá tirou uma bilha verde e deu-a á folha de papel.Da bilha saíram flores pequenas que escreveram na folha a palavra ESPERANÇA.
-Acreditem sempre e nunca desistam dos vossos sonhos-disse ele saudando-as.
De repente,uma brisa suave morna envolveu a folha de papel e a menina ,o papel transformou-se num extraordinário balão com riscas amarelas e vermelhas .
Os olhos azuis da folha de papel figuravam dois faróis a iluminar o caminho.Bem acumudada a menina nu cesto do balão lentamente levantaram e ganharam altitude e velocidade.
Voando por montes,vales e extensas planícies e pararam num bosque mergulhado nas cores de outono:folhas vermelhas ,castanhas ,amarelas e alaranjadas que pareciam um manto estaladiço.
A folha de papel e a menina seguiram por um trilho junto ao rio,ladeado,por árvores até que encontraram um portão de madeira,simples e rústico que a folha de papel facilmente o abriu.
Encontraram um corredor com densa vegetação ,também encontraram uma clareira com uma figueira enormíssima,com um longo tronco que se abria em várias tranças ,parecia um leque.leque. Encontrava-se junto ao tronco um telhado coberto de musgo .
Ficaram curiosas a menina e a folha de papel ao entrarem na casinha tão limpa e arrumada,com mesas e cadeiras rigorosamente alinhadas,um quarto e cama um pequeno baú pintado de cor-de-rosa e verde,uma cozinha com um delicioso cheiro a bolo.Era uma casinha engraçada porque todos os objectos eram todos pequenos.
-Pareciam feitos do tamanho da boneca-disse a menina.
Num instante ouviu-se um rugido de folhas lá fora a folha de papel e a menina correram para fora do exterior.
-Pssssst-ouviu-se uma voz.
Na clareira que rodeava a cabana não se via ninguém, nem nos arbustos.
Novamente ouviu-se mais forte-Pssssst.
O som parecia vir do cimo da enorme figueira.
De repente ouviu-se:Olá.Estava á vossa espera.
Num ramo da figueira encontrava-se um homem pequeno do tamanho dum palmo .Ele era gordinho de barbas brancas bochechas encarnadas,vestia um fato azul e na cabeça um capuz vermelho.
O gnomo desceu da figueira .
-Encantada?-perguntou a folha de papel.
-Venham comigo -disse o gnomo.
Levando-os pelo um caminho difícil,andaram um km,por o meio de uma vegetação densa.
Só o sol reflectia nas folhas formando uma renda doirada.
Ao fim desse caminho encontraram outra clareira mais larga e alta que a primeira,uma enorme cascata verde ao lado uma borbulhante cachoeira que dava frescura ao ambiente,nas plataformas estavam grupos de fadas e duendes na aprendizagem.existia também nessa floresta existia uma escola que as fadas e duendes aprendiam artes mágicas .
Na clareira via-se professoras fadas a ensinar a usar as suas varinhas e poções mágicas e os gnomos a aprender a construção de brinquedos de madeira e o uso de ervas medicinais.Os alunos estavam concentrados pois sabiam o que os esperava.O homem pequeno foi dentro de uma gruta trou-xe uma bilha de cor lilás para a folha de papel.Da bilha saíram pequenas pedrinhas ,escreveram na folha de papel a palavra TRABALHO.
No fim disse em jeito de despedida:
-Alegrem-se e esforcem-senas vossas tarefas. Assim vencerão!
Novamente a brisa morna e suave envolveu a menina e o papel,transformando-os num bonito pássaro maravilhoso,cor de fogo e asas amarelas.
A menina e o pássaro voaram imenso sobre oceano ,por pequenas ilhas de coral azul quase roxo.Sobrevoaram por uma cordilheira,no cume da montanha via-se o branco da neve a menina e a folha de papel aterraram numa aldeia de montanha junto a um lago ,já anoitecia o sol poente pintava de vermelho e de laranja o céu.A menina e a folha seguiram num caminho empedrado que os levou a uma casa da montanha de madeira ,com o telhado inclinado e alpendre,no alpendre estava uma jovem mulher sentada numa cadeira de baloiço e tinha cabelos pretos,afagava a barriga já grande pois esperava um bebé!
Um cão grande vigiava atentamente.
No quintal,um homem rachava lenha vendo a folha de papel e a menina sorriu convidou-os a entrar e disse:
-Estava á vossa espera!
Anoitecia e estava frio convidou-os para tomar o chocolate quente a mulher pediu ao marido para a acompanhar ao interior da casa.Depois de algum tempo ouviu-se um choro forte ecoou toda a cordilheira o eco foi tão belo como um hino ,o sino tocou numa pequena ermida ,até as ovelhas correram no pasto agitando os guizos e as árvores pareciam erguer os ramos em sinal de júbilo,caiu a noite ,o céu ficou muito escuro no céu milhares de estrelas brilhavam a maior delas e a mais bela desceu do céu e iluminou a pequena casa do casal.
E a sorrir o lenhador abeirou-se da menina e da folha e entregou uma bilha vermelha ,da bilha saiu uma fina poeira de ouro que escreveu na folha de papel a palavra AMOR.
-Amem e amor terão!-disse o homem despedindo-se.
Escutou-se uma música muito suave vinda do céu,choviam estrelas como gotas de mel e um coro de anjos descerão á terra .O papel transformou-se numa estrela brilhante acompanhada pelos anjos que cantavam,ela e a menina ficaram rodeadas por uma luz muito intensa a luz formava um arco-íris.
No túnel do arco-íris esperava-as uma claridade enorme , a folha de papel e a menina sentiram-se a encaminhar rapidamente para uma longa pradaria verde cheia de margaridas brancas pradaria era banhada por uma luz muito morna e aconchegante,mas a luz não vinha de cima ,vinha da relva e das flores irradiava uma energia ouviu-se uma música nesse momento .A menina começou a dançar ,ao seu lado milhares de pássaros de várias cores cantavam e voavam.Começavam a crescer árvores de todos os tamanhos,as suas folhas pendiam letras ,palavras,versos e até notas musicais ,parecia magia .As árvores abriam as suas folhagens de boas vindas sorrindo.
-Estou de volta a casa ,é a minha mãe -disse a folha de papel!
-É tão lindo o céu ,é tão bela a floresta da poesia-disse a menina radiante abrindo os olhos e acontecia a magia á sua volta.
Subitamente,uma enorme figura alta e loura,apareceu no meio da floresta .
Apareceu com o seu cobertor dourado a reluzir,a sua pele era muito branca,uns olhos amendoados e sorria.
Era ela a rainha da floresta,das poesias.era aquela que só aparecia ás folhas de papel que de vês em quando tem missões ou ás crianças que acreditam nos sonhos.
-Sejam bem-vindas ao sítio onde tudo é luz e onde tudo nasce ,parabéns,cumpriram a vossa missão-responde a rainha.
-E tu -vira-se a rainha para a menina-como nunca deixaste de acreditar nos sonhos tens a tua recompensa.
A rainha ofereceu-lhe um livro ,e o livro começou a dizer para esprementar escrever nele,porque todas as palavras que ela escrever vão se tornar realidade,nesse momento ouviu uma voz a chamar por ela,era a sua mãe.
Amenina encontrou-se no seu quarto,numa bela manhã no início da primavera.
Lá fora,os primeiros raios de sol da manhã reflectiam-se no mar.
Lara Barbosa Faria Nº11 TªA
Sem comentários:
Enviar um comentário